Vivo entre muros
Ergo-me entre eles
para não perder a liberdade.
para não perder a liberdade.
Sinto-os impondo moldes
ao meu ser,
inutilmente
Torço-me, quebro-me,
danço entre os espaços
ainda que curtos e opressores.
Guio-me pelo que me permite manter
a sanidade
Há vozes impositivas
das quais me afasto.
Ignoro a linha reta
Ignoro a linha reta
de uma falsa grandeza
e os muitos que se entregam
à correnteza,
sem questionamentos.
e os muitos que se entregam
à correnteza,
sem questionamentos.
Olho ao redor
para escolher o trajeto,
sem copiar traçados
ou convicções.
Vejo becos escuros
repletos de tolices
e ambições
que não me espantam,
apenas me cansam
Abraço as minhas
reconhecidas fraquezas
( incontáveis)
( incontáveis)
e continuo seguindo apenas
com minhas opções,
com minhas opções,
já que a mim cabe
ignorar incautos passantes
e tentar ir mais além,
em busca de minhas próprias verdades
Marilene


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